quarta-feira, 1 de junho de 2011

Turno da Noite

 
Altas horas da noite...
As luzes da cidade estão acesas, e nas casas as portas encontram-se fechadas e trancadas. Isso supõe que a cidade dorme. Mas será esta a verdadeira realidade?
Quando o turno da noite chega, há mães que permanecem acordadas zelando por seus bebês;
Outras à espera do filho que ainda não voltou;
Há esposas esperando por seu marido que ainda não retornou;
E ainda é possível encontrar também mulheres de joelhos intercedendo pelos membros de sua família.
Mulheres são desrespeitadas... Crianças maltratadas...
O silêncio da noite parece inibir os sons da dor, da angústia, do desprezo e solidão.
Meus olhos podem não ver, e meus ouvidos podem não ouvir...
Mas há Alguém que tudo vê, que chora e se compadece e espera que a Sua dor seja a minha dor.
Preciso de ouvidos atentos para ouvir o choro da solidão, da traição.
Preciso ouvir o grito de socorro, que chama e anseia pela paz.
Meus olhos precisam ver as feridas da rejeição, do abandono.
E a noite parece não ter fim... Mas quando o Sol da Justiça raiar, ela findará.